Registado esta semana como prestador de cuidados de saúde, o grupo CW1 entra no mercado português com abertura a parcerias público-privadas e um centro de investigação biomédica previsto para Lisboa.
Lisboa, 22 de Junho de 2026. A saúde em Portugal falha em duas direções ao mesmo tempo. De um lado, o serviço público acumula listas de espera e trabalha com registos partidos entre unidades que não falam umas com as outras. Do outro, boa parte do privado construiu um modelo em que cada visita gera mais exames e uma fatura maior. É nesta falha que entra o grupo CW1, que esta semana ficou oficialmente registado como prestador de cuidados de saúde em Portugal.
A chegada marca a expansão do grupo ao mercado português a partir da Suécia e Alemanha, e traz consigo as práticas europeias de coordenação clínica que pratica lá fora.
O problema do público é conhecido e está documentado: quem precisa espera, e quem espera é tratado sem que ninguém tenha o historial completo à mão. A fragmentação dos registos clínicos não é um detalhe administrativo, mas sim a razão pela qual o mesmo exame é pedido vezes sem conta, e pela qual percursos de doença longos passam despercebidos até ser tarde.
O privado resolveu a espera, mas a um preço que afasta muita gente e, em demasiados casos, com exames que servem mais a faturação do que o utente. Trocar meses de lista por uma conta que ninguém consegue prever não é o progresso que se anuncia.
O grupo CW1 faz as contas de outra maneira. A sua tecnologia unifica os registos dispersos de cada utente e lê o percurso clínico inteiro, e não apenas o episódio do dia. Com o historial completo e legível, os exames repetidos deixam de fazer sentido e o preço deixa de depender do volume de pedidos. É cuidado assente no que já se sabe sobre a pessoa, com uma conta que se percebe.
A entrada em Portugal não é um teste de mercado. O grupo CW1 chega disposto a trabalhar com o sistema público, e não apenas ao seu lado: pretende desenvolver parcerias público-privadas que ponham a sua tecnologia de coordenação ao serviço do SNS, para aliviar as listas e cortar a duplicação de exames.
O compromisso com o país inclui investigação. O grupo prepara a abertura de um centro de investigação biomédica em Lisboa, com investimento privado, que ancorará o trabalho clínico e de dados do grupo em Portugal e criará postos de trabalho qualificados.
"Os utentes portugueses vão passar a usufruir das práticas europeias e de um sistema mais rápido", afirma Pedro Stark, sócio-gerente do grupo CW1. "Viemos para Portugal porque vemos um sistema com gente excelente, mas presa a uma estrutura que a trava. As parcerias com diferentes entidades são o caminho mais rápido para mudar isto à escala, e o centro de investigação em Lisboa é o nosso compromisso de longo prazo com o país, não uma montra."
Sobre o grupo CW1 O grupo CW1 é um prestador de cuidados de saúde que organiza o tratamento em torno do percurso completo do utente, e não de episódios isolados. A sua tecnologia unifica os registos clínicos dispersos de cada pessoa e dá a toda a equipa a visão integral do caso, o que elimina exames repetidos e decisões tomadas às cegas. A partir daí, uma equipa médica assume a coordenação clínica e uma equipa económica garante que o cuidado certo tem um custo que o utente consegue comportar. O grupo opera na Suécia, Dinamarca, Alemanha e Portugal . Está registado como prestador de cuidados de saúde em Portugal desde 19 de junho de 2026.
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