GOTEMBURGO, 13 de junho de 2026. A CW1 apresentou hoje o seu plano para resolver um problema que a maioria dos doentes conhece bem e que poucas empresas tocam. Os cuidados de saúde europeus tratam-te. Raramente te coordenam. A via privada é rápida mas cara, e assenta em exames que muitas vezes não precisas. A via pública é completa mas lenta. No meio fica o verdadeiro problema: ninguém é dono do teu caso médico do início ao fim.
A CW1 foi criada para fechar essa lacuna. O ecossistema (malm) concentra os cuidados de um doente num só lugar, com médicos que acompanham o caso em vez de o encontrarem a frio em cada consulta. Os preços são mostrados antes de qualquer pagamento. Os registos ficam com o doente e acompanham-no entre consultas. Os dados são tratados ao abrigo do RGPD e alojados na UE. Qualquer pessoa pode começar com uma conta gratuita.
"Os cuidados de saúde estão resolvidos na maior parte da Europa, mas a coordenação de cuidados não está"
disse Pedro Stark, fundador da CW1. "O trabalho de perseguir referenciações e transportar exames entre clínicas continua a recair sobre os doentes e as suas famílias. Nós estamos a tirar esse trabalho deles."
A empresa começa onde a dor é mais aguda. Em Portugal, o sistema público salva-te mas move-se devagar, e mais de um milhão de pessoas não tem médico de família atribuído. O seguro privado compra rapidez, não continuidade. Na Alemanha, o seguro público cobre a maior parte da população mas não financia grandes partes dos cuidados preventivos e electivos, por isso os doentes pagam do bolso e gerem a logística por conta própria. Na Suécia, os cuidados continuados não são suportados economicamente pelo sistema público, criando um vazio em termos de alguém que seja responsável pelo caso. Os três mercados partilham o mesmo buraco, e a CW1 aponta directamente a ele.
A credibilidade clínica está no centro do modelo. O Dr. Maximilian Bonk lidera a CW1 como Clinical Lead, e cada caso é revisto por uma equipa médica em vez de entregue a um algoritmo. Essa linha importa à empresa. Coordenação sem um médico por trás não é mais do que software.
Pedro Stark conhece o sistema por dentro. Antes da CW1, passou anos em consultoria de gestão a observar como uma economia mal desenhada decide quem recebe cuidados e quem espera. A conclusão foi directa. A vida humana é medida por um valor, e o acesso aos sistemas que a prolongam não é igual para todos. A CW1 é a tentativa de mudar isso, começando pela camada que toda a gente ignora.
A equipa é pequena e deliberada. Estão a construir o produto em torno de uma promessa, não de uma lista longa de funcionalidades. A promessa é continuidade. O teu caso, num só lugar, finalmente gerido por alguém que não és tu.
O modelo é também uma aposta no timing. Por toda a Europa, cada mercado para novos tratamentos abre fragmentado e em pagamento directo; depois os governos e as seguradoras entram e fecham-no. A CW1 está a posicionar-se cedo, na janela antes de os reembolsos chegarem e as regras endurecerem. Acertar agora na camada de coordenação significa que ela se torna aquilo que os doentes continuam a usar muito depois de o mercado amadurecer.
O que a CW1 vende, no fundo, não é mais uma aplicação para descarregar. É uma resposta a uma pergunta que os doentes europeus têm feito em silêncio há anos. Quando os cuidados se tornam complicados, quem é que os mantém unidos? Para a maioria das pessoas hoje, a resposta honesta é ninguém. A CW1 quer ser quem o faz.
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